sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Esta semana não escrevi sobre nada específico...
Pequenas notas... 

Nota 1:
Por enquanto, apenas a mensagem – àquele velha mensagem que sempre me acompanha: uma desconexão entre meu corpo e minha mente. A fragilidade do corpo contra a velocidade da mente, da vontade de potência como diria Nietzsche, vontade na mente que luta contra a febre e a debilidade de um pulmão que mais parece um carro 1.0, anos 80 aos trancos e barrancos exalando fumaça do progresso e bebendo o líquido doce que faz tua mente entrar no mesmo ritmo do corpo. Mas os ossos doem, não é apenas por uma simples fragilidade. Pode ser uma resposta a mediocridade do qual muitas vezes somos obrigados a mergulhar. Como sair? Talvez uma puta tenha muito mais facilidade de sair, mas quem vive com a mente a mil (deixa acreditar nisso!) tem essa dificuldade. Para amenizar alguns livros. Gustav Flaubert é muito bom nisso. Esse daí teve coragem e, padecia do mesmo problema, pagou seu preço. Três grandes obras .publicadas, isto é coisa para os grandes. Hemingway foi mais radical, uma mente brilhante, único de um estilo, igualmente, único. Aproveitou. Viveu e determinou tudo aquilo que acreditava como correto. Abusou ao máximo ao limites de sua mente brilhante e do seu corpo, afinal, não é qualquer um que sobrevive a duas guerras (saindo ferido) e uma queda de avião.
Hoje acordei com a letra de Lobão na memória, a repetir-se: “Décadence – é melhor viver dez anos a mil, do que mil anos a dez”. Isso me faz pensar sobre um monte de coisas, inclusive, não ser mais um inútil que passa a vida reproduzindo todas as baboseiras que já estamos acostumados. No natal: papai noel, na semana santa: peixe e ovo da pascoa; no São joão: roupas de matuto, sem falar do carnaval. Tudo bem, sei que estou sendo chato, mas tenho que ter o direito de escolha.
Hoje as pessoas estão cada vez mais parecidas com as outras. Todos assistindo a mesma TV, vendo personagens caricatos, acreditando nas mesmas coisas, os mesmos valores, ou melhor, abandonando-as pelo pragmatismo , acreditando piamente que o dinheiro que pagam é o suficiente ou que àquilo que leem na rede, sem o menor senso crítico é suficiente. Esse é apenas um aspecto. Cada vez mais conservadores, tendo em vista que todos devem ser iguais, em nome da ordem e do bem-estar, do certo ou errado, da boa e velha burra dicotomia.
Sobre tudo isso, penso que o Fascismo é uma bomba embutida dentro de mentes devidamente controladas, prontas a serem acionadas por líderes inescrupulosos e/ou por homens vaidosos que de tão geniais não tem coragem de olharem pra sim. Geniais! Bonzinhos! Cordiais! (como dizia Sérgio Buarque e Gilberto). Alguém dúvida? Basta pensarmos que estamos, cada vez mais distantes de coisas comuns. Chega por hoje. Estou cansado! Minha cabeça doí, minhas mãos estão duras...


3 comentários:

Aracelli disse...

A iniciativa ta valendo demais....ainda mais partindo dessa inquietação propulsora que busca anular esse senso comum que nos aprisona e nos impulsiona a ambientes desumanos. Nos alocando em pontos legitimadores da subalternização via capitalismo...parabéns pelos Rascunhos!

Aracelli disse...

A iniciativa ta valendo demais....ainda mais partindo dessa inquietação propulsora que busca anular esse senso comum que nos aprisona e nos impulsiona a ambientes desumanos. Nos alocando em pontos legitimadores da subalternização via capitalismo...parabéns pelos Rascunhos!

Jorge A. Barbosa disse...

Obrigado, Araceli.