sábado, 25 de agosto de 2012

Sempre que subo ou desço as ladeiras da favela percebo os perigos de não baixar a cabeça diante da situação que pede que o faça. Não é atoa que alguém pode tentar de atropelar quando você desce a ladeira da favela, depois de um dia de trabalho e hospital. O que fazer neste momento? Limitar-se a olhar a cara do filho da puta? De que adianta isso? Baixo a cabeça e sigo. Algumas convicções, os conselhos. Tudo vem como lições corrigidas em vermelho mostrando o quanto estava errado. Não era apenas erro, porque às vezes nos damos conta do erro. Algo mais; cego diante do nado a que passei por longo seis anos, sem nenhum sentido pra mim. No final? Lama, o abandono que não é apenas do poder público, como muitas mentes brilhantes pensam. É dignidade enterrada, ou melhor, cremada e as cinzas jogas ao vento. Felizmente, foi mais uma semana que já passou. Felizmente!

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