domingo, 10 de agosto de 2014

A conjunta cultural, política e social de nosso país tende a valorizar o que de mais vulgar possa surgir. A começar pelo próprio cumprimento de coisas básicas, o que muitos intelectóides chamam de cidadania, que hoje, tem se reduzido às esmolas governamentais - para muitos tido como políticas públicas, e os demais itens como saúde, educação, segurança pública entram no espetáculo dos números e das propagandas fantasiosas, no qual a grande façanha é distrair o povo e os religiosos de partido que se caminham no rumo da verdade. Do outro lado, o discuso do compromisso e da meritocracia do qual se servem como elementos de legitimação a uma ordem burra e escrota, porque é incapaz da autocritica, na verdade buscam sobre o argumento de um monte de coisas – inclusive metafísicas - para legitimar-se e justificar-se num processo que tenta por os demais numa ordem do legitimamente e politicamente correto. Fodem os outros. Usurpam a dignidade, mas estão legalizados por aquilo que podem tirar de um homem com a maior facilidade: a dignidade daquilo que fazem. OH! Por quê és tão distinta e fodes a todos com teu sorriso?
Que ….. é essa que chamamos de cidadania? De que cidadania, cidadão estás a falar? Quem garante teus direitos quando teus deveres são cumpridos ao limite de tua condição física? A quem recorres, quando não tens a quem recorrer?
Que cidadania se não és cidadão? Quando a busca de direitos pode ser a perda de um direito? Que cidadania se ainda no relacionamos na mesma lógica da Casa Grande de Gilberto Freyre? Nas relações de favores, na fronteira entre a Senzala e a Cozinha. Nessa relação os mais simpáticos viram capitão do mato e agem como tal, a lapiar as costas dos mais fracos. Que cidadania, se não temos ainda as chaves da senzala, se fomos forçados e levar os sacos de café que irá aquecer as doces reuniões dos lordes ingleses. Que cidadania se o seu ideal é o que dizem que devemos buscar?
Enquanto isso, valorizamos o que há de mais vulgar (já disse isso), arrumamos as melhores justificativas, mas só àquela que nos é conveniente.

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