terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Cotidiano de Natal

Segunda-feira, bem próximo do natal. O que se comemora no natal? O nascimento de Jesus ou as compras do 13º salário? A classe média, a antiga a nova e a novíssima classe média, independente do que comemorem estão felizes o bom período da economia. As pessoas estão comendo mais, bebendo mais, enfim, acreditam que tudo é irreversível. Fazendo viagens nesses coletivos da vida é possível ver o nível de nosso progresso. As pessoas para tomarem sua condução de atropelam se apertam, furam a fila dão socos nos que estão atrás. Antes de subir no ônibus quebrado e sujo, levo duas cotoveladas uma delas nas costelas. Olhei pra cara do sujeito. Estatura mediana, braços fortes, cabeça raspada, cara de poucos amigos, fingia que nada tinha acontecido. Antes corria desesperado para subir no coletivo empurrando homens, mulheres, crianças. Fingia, cinicamente, como a grande maioria que tinha furado a fila. Uma realidade nesta cidade. Mal educação, porrada aos que insistem seguirem na fila. Mas o que importa tudo isso. Alguém arrisca falar em cidadania a esses animais? Talvez, muitos intelectuais com seus títulos de mestrado e doutorado venham a responsabilizar o tão tenebroso ‘sistema’. Não percebem que há uma perversidade nessas pessoas que tiram proveito em cima da própria miséria. Não há solidariedade e muito menos respeito, só cotoveladas e a mentira de somos um povo que cresce. É preciso um pouco mais do que a mera aparência. Nos iludimos com algo que não nos pertence. Copa do mundo, futebol a maior coisas de alguma outra mas, nada disso é capaz de tornar as pessoas melhores. Somos cidadãos que perpetuamos a aristocracia sem nos darmos conta que na práticas as coisas continuam sendo o que sempre foram. Mas deixa isso pra lá. É natal. Tempo de paz e de compras!

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